Do
Portal Trivela
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| Logomarca do Real sem a tradicional cruz |
O
Real Madrid resolveu mudar um dos seus maiores símbolos para agradar um novo
mercado de clientes. O tradicional escudo do clube merengue, que tem uma coroa
no topo, foi levemente editado em um novo produto, um cartão de crédito feito
por uma parceria com o banco de Abu Dabi. A parceria assinada entre o banco dos
Emirados Árabes e o Real Madrid foi anunciada no dia 12 de setembro, quando o
presidente do clube espanhol, Florentino Pérez, destacou ser “uma aliança
estratégica com uma das instituições de mais prestígio no mundo”. Para não
ofender os potenciais novos consumidores do país, que é muçulmano, a coroa
acima do escudo não traz a cruz cristã que ficava na coroa, acima do símbolo.
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| Cruz sobre a coroa sempre fez parte do escudo do Real Madrid |
O
escudo do Real Madrid já sofreu modificações antes, mas por motivos políticos.
Em 1931, depois que a monarquia espanhola foi derrubada com Guerra Civil
Espanhola, o clube passou a usar um escudo sem a coroa, adicionada em 1920 pelo
Rei Alfonso XIII. Desde que a coroa foi restaurada no escudo, em 1941, o escudo
não se modificou mais. Agora, ele será modificado, mas apenas para o mercado
árabe. No cartão de crédito e em ações nos Emirados Árabes, o clube usará o
escudo editado para não ofender os potenciais consumidores do país muçulmano.
“Eu
sei que as pessoas experimentam cada partida de um modo especial e que a nossa
ligação com os Emirados Árabes está constantemente ficando mais forte. Esse
acordo irá ajudar o clube a se manter conquistando os corações de seguidores
nos Emirados Árabes”, foi o que disse Florentino Pérez na época que a parceria
foi anunciada. A parceria parece tão importante que quatro jogadores
representaram mercados importantes: Toni Kroos (Alemanha), Karim Benzema
(França), Gareth Bale (Reino Unido) e Dani Carvajal (Espanha).
Vale
lembrar também que o Real Madrid terá injeção de dinheiro de uma empresa
petrolífera dos Emirados Árabes, a IPIC. A relação é forte e, por isso, é
importante tentar agradar os parceiros. A questão de sempre nesse mundo de
futebol e negócios é: qual é o limite? Mudar o escudo, mesmo que só nos países
árabes, não é um pouco demais?


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