Empresa desrespeitou ordem judicial para que Polícia Federal monitorasse grupo criminoso que agia em vários estados e se comunicava pelo WhathsApp
A
Justiça Federal em Umuarama, Noroeste do Paraná deve analisar ainda hoje o pedido de bloqueio das contas bancárias da empresa responsável pelo aplicativo WhatsApp no
Brasil. O pedido foi feito após a empresa desobedecer ordem judicial para que
a Polícia Federal monitorasse uma quadrilha internacional de tráfico de drogas
que se comunicava pela rede social. Por conta disso, a Justiça já havia
determinado multas que acumularam ao longo dos meses e hoje chegam a cifra de
R$ 2,1 bilhões.
O
delegado Marco Berzoini Smith disse que a quadrilha utilizava o WhatsApp de
várias formas para suas práticas criminosas. Ele criticou a postura da empresa
em não colaborar com as investigações. “É uma postura comercial da empresa
dizer que seus dados são invioláveis, mas não é uma questão de violabilidade ou
inviolabilidade, mas de uma determinação judicial. Determinação judicial, não
se discute, se cumpre”, enfatizou.
Operação
Na
manhã desta sexta-feira (28), a PF deflagrou a Operação Malote, que
desarticulou a quadrilha que tinha base na cidades de Umuarama e uma forte
ramificação em Atibaia (SP). O grupo era responsável em enviar drogas para o
Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e estados Nordeste brasileiro. O suposto
líder da quadrilha que dizia ser garimpeiro mora em Umuarama. Ele junto com a namorada, o pai e uma irmã, tiveram prisão decretada. As investigações foram conduzidas pela
delegacia da PF em Cascavel.
As
investigações que culminaram com a operação desta sexta-feira foram iniciadas
há dois anos e meio e, neste período, aconteceu a maior apreensão de maconha da
história no país. Foi em novembro de 2015 quando foi apreendido um caminhão
bitrem, em Guaíra, transportando 24 toneladas da droga.
A
Operação Malote foi desencadeada no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio
de Janeiro. Os policiais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão, 29 de
prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva. Mais de
70 relógios de marcas famosas foram apreendidos, além de carros de luxo e
outros materiais. Uma das casas utilizada pela quadrilha está avaliada em R$ 3
milhões.
Entre
as pessoas que tiveram a prisão decretada, estão um policial militar e um
vereador do Mato Grosso do Sul.
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