sexta-feira, 28 de abril de 2017

Empresa responsável pelo WhatsApp no Brasil acumula R$ 2,1 bilhões em multa

Empresa desrespeitou ordem judicial para que Polícia Federal monitorasse grupo criminoso que agia em vários estados e se comunicava pelo WhathsApp

A Justiça Federal em Umuarama, Noroeste do Paraná deve analisar ainda hoje o pedido de bloqueio das contas bancárias da empresa responsável pelo aplicativo WhatsApp no Brasil.  O pedido foi feito após a empresa desobedecer ordem judicial para que a Polícia Federal monitorasse uma quadrilha internacional de tráfico de drogas que se comunicava pela rede social. Por conta disso, a Justiça já havia determinado multas que acumularam ao longo dos meses e hoje chegam a cifra de R$ 2,1 bilhões.

O delegado Marco Berzoini Smith disse que a quadrilha utilizava o WhatsApp de várias formas para suas práticas criminosas. Ele criticou a postura da empresa em não colaborar com as investigações. “É uma postura comercial da empresa dizer que seus dados são invioláveis, mas não é uma questão de violabilidade ou inviolabilidade, mas de uma determinação judicial. Determinação judicial, não se discute, se cumpre”, enfatizou.

Operação
Na manhã desta sexta-feira (28), a PF deflagrou a Operação Malote, que desarticulou a quadrilha que tinha base na cidades de Umuarama e uma forte ramificação em Atibaia (SP). O grupo era responsável em enviar drogas para o Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e estados Nordeste brasileiro. O suposto líder da quadrilha que dizia ser garimpeiro mora em Umuarama. Ele  junto com a namorada, o pai e uma irmã, tiveram prisão decretada.  As investigações foram conduzidas pela delegacia da PF em Cascavel.

As investigações que culminaram com a operação desta sexta-feira foram iniciadas há dois anos e meio e, neste período, aconteceu a maior apreensão de maconha da história no país. Foi em novembro de 2015 quando foi apreendido um caminhão bitrem, em Guaíra, transportando 24 toneladas da droga.

A Operação Malote foi desencadeada no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Os policiais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão, 29 de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva. Mais de 70 relógios de marcas famosas foram apreendidos, além de carros de luxo e outros materiais. Uma das casas utilizada pela quadrilha está avaliada em R$ 3 milhões.


Entre as pessoas que tiveram a prisão decretada, estão um policial militar e um vereador do Mato Grosso do Sul.

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