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| Paulo Porto faz críticas ao processo de impeachment |
No
dia 17 de abril completou-se um ano da votação do impeachment da presidente
eleita Dilma Rousseff (PT) pela acusação de ter cometido crime de
responsabilidade ao assinar decretos de créditos suplementares e cometer as
chamadas “pedaladas fiscais”. A votação na Câmara de Deputados foi marcada por
discursos inflamados. De cada dez deputados que disseram “Sim” ao processo,
sete encontram-se atualmente com problemas na Justiça.
Para
o vereador Paulo Porto (PCdoB), o saldo foi a chegada ao poder de um grupo que
vem aplicando um pacote de retrocessos à classe trabalhadora. “Inúmeros
deputados se revezaram num circo midiático e votaram contra uma mulher a qual
ainda não se provou absolutamente nada, ao contrário, como confessado por
Michel Temer que veio a público admitir que se tivessem apoiado o deputado
Eduardo Cunha no Conselho de Ética, ela [Dilma] provavelmente seguiria
presidente”, disse Porto em pronunciamento na Câmara de Cascavel nesta terça-feira
(18).
O
parlamentar refere-se a recente entrevista onde Michel Temer (PMDB) admite que
Cunha só aceitou o processo de impeachment contra Dilma porque o PT não aceitou
votar em favor do deputado no processo do Conselho de Ética que poderia cassar
seu mandato. A entrevista foi veiculada no último sábado (15) na TV
Bandeirantes. “O que estava por trás deste golpe jurídico-institucional jamais
foi a luta contra a corrupção ou contra as pedaladas fiscais, mas sim o ódio de
classe que movimenta amplos setores nacionais contra a possibilidade de
distribuição de renda neste país”, emendou Porto.
O
vereador listou a agenda de retrocessos imposta pelo Governo Temer no período
de um ano: congelamento por 20 anos dos investimentos públicos nas áreas
sociais – inclusive educação e saúde - para pagar a dívida pública junto aos
bancos e especuladores privados; retirada da obrigatoriedade de participação da
Petrobras em pelo menos 30% do Pré-Sal; aprovação do projeto de lei das
terceirizações; apresentação da Reforma Trabalhista que tem como objetivo a
liquidação da CLT; Reforma da Previdência que penaliza os mais pobres e
fragiliza o sistema público de seguridade social; fim ou esvaziamento de
programas sociais como Minha Casa Minha Vida, FIES e Ciências Sem Fronteiras;
além de retrocessos na reforma agrária, na reforma urbana e na proposta de
reforma do ensino médio.
Para
finalizar, Paulo Porto afirmou que, passados 365 dias, pode-se afirmar que “o
golpe não foi contra Dilma ou contra a corrupção”, mas sim um movimento
articulado por setores da elite e do capital rentista aliados ao que há de pior
na política nacional. “O golpe foi contra todos que lutam por um país
socialmente justo e soberano. O golpe foi contra todo povo brasileiro. Esse
mandato se orgulha de nunca ter se acovardado em relação a este debate, pois a
história cobrará isto de todos!”, concluiu.

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