sexta-feira, 28 de abril de 2017

Estado e Tribunal de Justiça regularizam propriedades rurais em Marquinho

Em Marquinho, aproximadamente, 75% da população está no campo

Agricultores familiares do município de Marquinho, no centro sul do Paraná, terão suas propriedades regularizadas. Ao todo são 160 unidades que passam por regularização. Um trabalho em parceria entre o Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG) e o Tribunal de Justiça do Estado promovem nesta quinta e sexta-feira (27 e 28) audiências públicas no auditório da Escola Municipal Rui Barbosa, para regularizar as propriedades através de Ação Coletiva de Usucapião Rural.

Segundo a desembargadora Joeci Machado Camargo, coordenadora do Justiça no Bairro, nessa audiência está sendo ingressada a Ação de Usucapião Coletivo no juízo da comarca de Laranjeiras do Sul e num prazo médio de 60 dias, os produtores receberão o título definitivo de suas propriedades.

O diretor-presidente do ITCG, Amilcar Cabral, lembra que a parceria com os órgãos envolvidos na regularização de terras, em especial com o Tribunal de Justiça, muda a situação. Segundo Cabral, existem hoje cerca de 1500 ações individuais de usucapião ajuizadas pela Defensoria e o modelo de ações coletivas agiliza os processos.

Segundo a desembargadora Joeci Machado Camargo, coordenadora do Justiça no Bairro, nessa audiência está sendo ingressada a Ação de Usucapião Coletivo no juízo da comarca de Laranjeiras do Sul e num prazo médio de 60 dias, os produtores receberão o título definitivo de suas propriedades.

Marquinho está localizado no Território da Cidadania de Cantuquiriguaçu um dos oito trabalhados pelo Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial (PróRural) que incluiu também o Vale do Ribeira, localidades mapeadas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Estado.

ARRECADAÇÃO - O prefeito Luiz César Baptistel, disse que vem trabalhando em diferentes programas do Governo do Estado, como o de habitação rural, porém muitas pessoas não se enquadram justamente por não possuírem a documentação de suas propriedades. Com a regularização, o prefeito acredita que o município aumentará sua arrecadação, uma vez que os produtores poderão ter acesso aos programas oferecidos pelo governo.

Em Marquinho, aproximadamente, 75% da população está no campo e a maior indústria do município, segundo Baptistel, é a propriedade rural. “Recebendo o documento, o produtor vai se animar e não vai vender sua propriedade indo embora para as grandes cidades”, afirma.

REGULARIZAÇÃO - O ITCG coordena a ação de Regularização Fundiária do PróRural, programa do Governo do Paraná e executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Iniciado em 2012, o programa conta com co-financiamento do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRSD) para regularizar pequenas propriedades localizadas em terras particulares (usucapião). Com isso, os custos da titulação, que seriam pagos pelos beneficiários, são 100% cobertos pelo Programa.

O PróRural tem como objetivo central aumentar a competitividade dos agricultores familiares de forma sustentável em nível ambiental, social e econômico. Nas localidades atendidas, em média, 20 a 30% dos agricultores não possuem a titularidade da terra.

Helena Maria Minuzi, 62 anos, mora a 44 anos na propriedade e trabalha com gado e roça. Ela disse que a terra legítima tem mais força que a posse e que pretendia fazer um financiamento para comprar algumas cabeças de gado. “A gente queria fazer um financiamento para comprar algumas vacas, mas sem o documento é mais enrolado. Tendo o documento legítimo, já vai mais para frente”, diz.

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