segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sem-terra acampam sobre a pista da BR-277 em Nova Laranjeiras

A interdição provocada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (5) na BR-277, entrocamento com a BR-473, que liga a região Sul do Paraná, atravessou toda a manhã e não há expectativa de fim do bloqueio. As duas rodovias estão fechadas em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do estado. Segundo o MST, são quatro mil pessoas que estão no local. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) avalia em duas mil.
PRF acompanha a manifestação do MST

Para impedir a circulação de veículos, os sem-terra montaram barracas sobre a pista e prometem não deixar o local enquanto não tiverem suas reivindicações atendidas. A fila na BR-277 já chega a 10 quilômetros. A mobilização segue por tempo indeterminado e, segundo um dos líderes do movimento, pode durar dias.
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A coordenação regional do movimento divulgou nota sobre as reivindicações. O primeiro item da pauta é o assentamento, até o final do ano, de todas as famílias acampadas na região. O MST cobra que as áreas da empresa Araupel sejam destinadas imediatamente para os assentamentos. A nota diz ainda que o movimento vai dar um prazo, a partir de hoje, para a empresa retirar a madeira da área e não quer mais o plantio de pinus.

O MST cobra ainda a retirada da segurança armada contratada pela Araupel e que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) regularize a situação dos moradores irregulares que estão aptos a serem assentados. “As famílias que estão mobilizadas só se desmobilizarão quando forem atendidas suas reivindicações com prazos estabelecidos para solucionar os problemas que há mais de 18 anos pairam sobre nossa região”, diz a nota.

O superintende do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes se reuniu no final da manhã com o assessor de Assuntos Fundiários do Governo do Paraná, Hamilton Serighelli e representantes do MST para tentar chegar a um acordo para desobstruir as rodovias, mas ainda não há um resultado final da reunião que não havia acabado até o meio dia.

A PRF tenta negociar com os manifestantes para que deixem a área, mas até agora não houve acordo. (As informações são da Gazeta do Povo)

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