terça-feira, 13 de outubro de 2015

Delegado e policias civis são presos pelo Gaeco

O Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco de Curitiba e da Promotoria de Rio Branco do Sul, cumpriu na manhã desta terça-feira (13 )mandados de prisão temporária, busca e apreensão e de condução coercitiva durante a Operação Aquiles. As investigações apuram as circunstâncias de uma morte ocorrida em abril deste ano, na Região Metropolitana de Curitiba, em um suposto confronto com a Polícia Civil.
Entre os presos está o delegado Rubens Recalcatti (Foto AEN)

Até o momento, cinco mandados de prisão temporária foram cumpridos em Curitiba, contra policiais civis, entre eles o delegado Rubens Recalcatti. Em uma das buscas realizadas, foi apreendido um revólver, calibre 38, sem registro. Também foram apreendidos pendrives, documentos e valores em dinheiro.

As investigações apuram as circunstâncias de uma morte ocorrida em abril deste ano, na Região Metropolitana de Curitiba, em um suposto confronto com a Polícia Civil. Segundo a apuração, o delegado e os sete policiais teriam executado um homem algemado. A vítima, Ricardo Geffer, era um dos suspeitos pela morte de João Dirceu Nazzari, ex-prefeito de Rio Branco do Sul e primo do delegado, morto durante uma partida de futebol em abril deste ano.


O procurador de Justiça e coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, afirma que há elementos que indicam que a ação da equipe policial coordenada por Recalcatti configura uma execução. “Os policiais chegaram ao local, o rapaz se rendeu, foi algemado e morto”, afirma Batisti. Segundo ele, Recalcatti sabia que o rapaz estaria onde foi encontrado. “Além disso, havia uma relação muito próxima entre o João Nazzari e o delegado. Sem contar que, na época, Recalcatti era delegado de Furtos e Roubos em Curitiba. E há delegacia em Rio Branco do Sul”, afirma o procurador. (Com informações da Gazeta do Povo e Assessoria do MP)

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