Pelo
menos dez candidatos a prefeito de cidades paranaenses foram impedidos pela
Justiça Eleitoral de continuarem a campanha, a maior parte deles acabou
enquadrada na Lei da Ficha Limpa. A situação mais grave é no Município de
Jardim Alegre, na região norte central do Paraná, onde os três candidatos a
prefeito tiveram seus registros indeferidos.
Os
candidatos Mauro Oriani (PR) e Natal de Souza André (DEM) foram impugnados por
terem contas desaprovadas por órgãos competentes e que não podem mais recorrer.
Já o candidato José Roberto Furlan (PPS) teve sua candidatura indeferida após
causa do seu vice, Valdir do Tanque (PPS), que foi impugnado. Furlan já
arrecadou R$ 28 mil para a campanha.
Foram
enquadrados na chamada Lei da Ficha Limpa os candidatos a prefeito Adauto
Aparecido Mandu (PHS-Lidianópolis), José Ananias dos Santos (PMDB-Guaratuba),
José Salim Naggi Neto (PMDB-Cambará) e Marcos José Consalter de Mello
(PPL-Colorado). O candidato João Venceslau, do PMDB de Santo Inácio, além de
ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa também foi sentenciado por gasto ilícito
de recursos. Outro candidato que teve seu registro indeferido foi Jaderson da
Silva (PMN-Santo Inácio).
Em
todo o Paraná, 584 candidatos estão inaptos para disputar a eleição do dia 2 de
outubro. A maior parte deles – 349 – aparecem como inaptos por renunciarem a
disputa após o registro da candidatura. De acordo com dados do TRE-PR (Tribunal
Regional Eleitoral do Paraná), até o momento são 228 candidatos a prefeito,
vice e vereador que tiveram seus registros indeferidos. Outros três tiveram
seus registros cancelados e dois pedidos não foram reconhecidos. Além disso,
dois candidatos a vereador morreram após registrarem suas candidaturas.

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