terça-feira, 3 de novembro de 2015

Os perigos da automedicação

Maria Fátima Machado Vaz
Machado é enfermeira e especialista
em dependência química
Quem nunca tomou um medicamento sem prescrição após uma dor de cabeça ou febre? Ou pediu opinião a um amigo sobre qual medicamento ingerir em determinadas ocasiões? A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas pode trazer conseqüências mais graves do que se imagina, a medicação por conta própria é considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. 
O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que a utilização inadequada pode esconder determinados sintomas. Se o medicamento for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada, o uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos.

Outra preocupação em a automedicação refere-se à combinação inadequada. Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro ou trazer conseqüências como: reações alérgicas, dependência e até a morte.

Estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS)
Em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou são vendidos de forma inadequada.
Cerca de 1/3 da população mundial tem carência no acesso a medicamentos essenciais.
Em todo mundo, 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta.

Ações para o Uso Racional de Medicamentos

Sempre que houver necessidade de uso de medicamentos, realize consulta médica.
Não use medicamentos de outras pessoas.
Siga rigorosamente o horário e a dose prescrita pelo médico.
Nunca esqueça: farmácia é o local onde é realizada a venda ou dispensação de medicamentos.
Os únicos profissionais que podem prescrever medicamentos é o médico e o dentista.




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