![]() |
| Ocupação aconteceu na manhã desta segunda-feira |
O conflito agrário em Quedas do Iguaçu,
Centro-Sul do Paraná, ganhou força nesta segunda-feira (23) com duas manifestações
distintas. De um lado, trabalhadores da Araupel e moradores da cidade lotaram
27 ônibus, além de vans e carros particulares para uma grande manifestação em
Curitiba contra as ocupações nas áreas da empresa. Do outro lado, integrantes
do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam logo cedo o portal
de acesso à empresa em resposta ao protesto na capital paranaense.
Os manifestantes pró-Araupel pretendem
mostrar ao governo do Paraná a situação da empresa e o risco de a cidade perder
mais de mil empregos diretos com o avanço das invasões de terra em sua área de
reflorestamento. O protesto deve começar na manhã desta segunda-feira. Eles vão
cobrar a desocupação de áreas que já tiveram mandado judicial de reintegração de
posse sentenciado pela Justiça.
Em nota, a coordenação regional do MST
informou que em sua avaliação a empresa foi abandonada pelos trabalhadores e,
por isso, decidiu ocupar a entrada. Segundo o movimento, por enquanto eles não
pretendem ocupar a sede da fábrica, mas se acontecer qualquer tentativa de
despejo dos acampamentos mais de 1.500 trabalhadores sem-terra estão preparados
para ocupar a empresa permanentemente.
O MST diz que vai lutar para que a o local
onde está a empresa seja transformado em uma escola técnica e universidade para
os trabalhadores. “Hoje é só um recado, mexer no acampamento implica em ocupar
a fábrica”, diz o movimento. Os
sem-terra voltaram a enfatizar que desde 1996 o MST decidiu que todas as terras
da Araupel seriam espaços para assentamentos e dizem que 2015 foi eleito o ano
para que todas as áreas que estão em posse da Araupel sejam repassadas para os
trabalhadores rurais.
Os sem-terra pretendem ficar acampados em
frente à empresa durante todo o dia, mas não descartam a possibilidade de
estender a manifestação.







